Para quem conhece o estilo de Tati Bernardi, este livro é uma seleção dos melhores contos da escritora. Para quem não conhece, vai um conselho: prepare-se para um encontro com espelho. Isso mesmo. A mulher que não prestava está aí, dentro de você. Geralmente ela é domesticada e não mostra a cara. Mas a Da Tati é ousada, sincera, neurótica e indecente. Neste livro você vai encontrar contos românticos, ácidos, mal humorados e divertidos. Essas são as múltiplas faces de Tati Bernardi: a mulher moderna que busca equilibrar a vontade de engolir o mundo com a espera do príncipe encantado.
Coordenação de Maria Luiza Abaurre
Ilustrações: Weberson Santiago, Thiago Cruz e Klayton Luz
Como engolir o sofrimento diário? Como digerir a rejeição dos colegas? O que fazer quando o próprio corpo é seu maior inimigo? “Por que o mundo todo acontecia pra fora, enquanto ela só acontecia para dentro?” Essas são algumas das perguntas que atormentavam a vida de Antônia.
Em A menina da árvore, Tati Bernardi dá voz às angústias de uma adolescente, trazendo para o centro da cena narrativa os dramas da existência de alguém insatisfeito com a própria imagem, que luta para ser aceito por seus pares.
“Tati Bernardi é nossa Sex & City. Qualquer uma das quatro. Ou todas elas. Minhas amigas que leêm seus textos, seja nas revistas, nos blogs ou nos livros, sempre dizem se identificar muito:” Caraca, tipo assim, fala sério, ela diz muito que a gente pensa e sente”. Tá, minhas amigas não são adolescentes, isso foi só pra dar um colírio. O que me assusta é que eu sou homem e também – caraca, tipo assim fala sério – vivo me identificando. Só que do outro lado; como personagem, com qualquer um daqueles homens que passam pelas suas palavras e sentimentos. Já levei muito tapa na cara lendo suas crônicas. É quer saber? Gostei. Tati é aprova de que uma tapinha –quando bem dado – não dói nem um pouco.
Bruno Mazzeo - Humorista, roteirista e ator.
“O azar da Tati é que ela não bebe. Essa incômoda lucidez a persegue, sussurrando em seu ouvido que as pessoas, quando dizem as coisas, não estão dizendo as coisas; que aquilo que se mostra não é o que se pensa; que há um abismo entre o que agente gostaria que vida fosse e o a vida é. Esse fosso intransponível é o que leva as pessoas a beber. Ou a escrever. A nossa sorte é que a Tati não bebe”
Antônio Prata-escritor
Não se engane este não é só um livro de chick lit- ou literatura de mulherzinha, se preferir. Tati Bernardi passeia pela literatura confessional, pelo humor neurótico e pela crônica urbana coma mesma facilidade.
Modo de dizer, claro, porque de “fácil” ela só tem a fluidez do texto. A vida, ela só complica.
João Ximenez Braga- roteirista, escritor e jornalista
Tati pequena, Tati imensa, pensa,fala,escreve,descreve,apaga, rabisca, arrisca, petisca, cozinha, sozinha, ama, come, chama, grita. É calma, aflita, instiga,antenada,informada, apaixonada, sussurra, pula, vive, livre,acredita em bolas perdidas, duendes e amores impossíveis.Ela dá linha na pipa, dá bola, chuta, deita e rola...
E quer mais!
Evandro Mesquita
Mulher que escreve sobre mulher, gente moderna que fala coisa de gente moderna, otimista que pretendem melhoraras nossa vida (e/ou deles), pessimistas que fazem piada sobre a condição humana, e por ai vai.As páginas de papel e as telas de computador estão lotadas de textos que tecem comentários a respeito do mundo em que vivemos.Tati Bernardi comenta esses nossos dias de hoje com uma graça espantosa, uma generosa capacidade de rir de si mesma , um olhar que consegue enxergar vários pontos de vista, e um estilo forte e atrevido, além do extremo bom gosto.Vai muito além da “moça que escreve bem sobre o seu tempo”...diferente. Tati é uma escritora e isso fica muito claro em cada idéia, cada imagem, na ousadia , no ritmo , na sonoridade, da forma . Ás vezes, sua sinceridade é tão desconcertante que a gente fica pensando se quem fala é ela, ou um personagem: “eu sou um pouco mais estranha do que ser estranha permite. Sou estranha além do charme se ser estranha”.Seja ela, seja um personagem, essa menina estranha chega lá chega lá no miolo das nossa doidices, manifesta nossos sentimentos mais secretos e escreve bem pra caramba . Bem vinda ao mundo das palavras que provocam a gente, Tati.
Adriana Falcão
Ser aceito pelo mundo, aceitar a si próprio, se sentir incluído, parecer alguém de verdade. Quem não vive ou já viveu esse dilema? Um ET, talvez. Porque Joana, personagem que nasceu na cabeça da Tati Bernardi e escreveu este diário, vive em seu dia a dia o drama de sentir diferente. Igualzinho às outras meninas da sua idade. Como na obra- prima Flicts, de Ziraldo, ou como em O Estrangeiro, de Camus, temos aqui a história de uma pessoa que tenta encontrar o seu lugar neste mundo. E, em sua trajetória, ás vezes pensa que não é deste mundo. Ou que este mundo não tem lugar para ela. Que o mundo seja generoso com Joana e com todas as outras pessoas que nasceram aqui na Terra. Tão generoso quanto Tati está sendo, ao dividir os segredos de Joana com agente.
26, Abril de 2012
19, Abril de 2012
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